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10/12/2006 13:37
Voltou a vontade...
Veio de novo, voltou a vontade de postar, de escrever. Somos mesmo feitos de fases. Estive relendo meus posts deste antigo blog e acabei me convencendo de que escrever aqui é bom. Acho que faz bem pra mim. E no fim das contas, nem mudei tanto assim. Ainda me reconheço em grande parte do que escrevi há dois, três anos. Quem sabe se não retomo o hábito???
enviada por Gil
21/09/2005 10:48
"- Vai valer a pena investirmos nessa 'Ressurreição'?
-E o que importa? Valendo a pena ou não, o que interessa transformar. E isso aqui tá mais do que precisando de transformação."
enviada por Gil
12/04/2005 17:19
Para onde?
Nada como a morte para nos fazer refletir sobre a vida. Algo tão normal morrer alguém. Todos os dias milhares de seres que habitam este lugar se vão. E aqui fica a pergunta: para onde? Quando eu ainda professava uma religião, não hesitaria em responder a isto com sorriso e cara de quem diz obviedades: Para onde? Ora... Para o Céu, direto ao Paraíso. Isto é tão certo quanto o ar que respiro. Respirava... O fato é que o modo de enxergarmos a vida um dia muda. E comigo este processo tem se dado de modo até cruel, a ponto de eu estar sempre confuso em relação aos meus princípios, incerto das minhas certezas.
Não enxergo o paraíso tão facilmente como antes. Pudera! Antes de acontecerem tantas coisas em minha vida eu era um indivíduo destinado a ser menos um. Menos um a questionar, a não estranhar, menos um a ter vontades. Não que haja hoje em mim esta força de contestação, este impulso de reivindicar. Isso ainda pulsa em mim de maneira leve, quase como um broto, erguendo-se, abrindo-se lento. Se vai tornar-se um dia uma frondosa árvore, daquelas que até incomodam com suas folhas e frutos que caem aos montes, só ao fim da vida saberei, no momento de olhar para trás e saber a que me prestei. E nem há em mim, também, este pré-conceito com os que possuem seu credo, que os tacha de ignorantes indesejáveis, de pessoas sem pensamento próprio. Não acredito plenamente nisso por razões óbvias. Todos fazemos escolhas.
Mas, para onde, mesmo? Como disse, nada mais sei a respeito. Mas não seria bom ter me mantido naquela crença? Ter em que acreditar é tão melhor, tão mais fácil, tão mais suportável. O sumo pontífice que morosamente se despediu há pouco deveria ter muitos motivos para não se importar com o que vinha depois da partida, enquanto aconteciam os ritos. Para ele, quem sabe, havia mais esperança, menos receio. Santificado seja e boa sorte com Caronte.

enviada por Gil
03/03/2005 11:31
Indecifrável
Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
De repente, tudo fez sentido e pareceu que nos conhecíamos há tempos. Só não sei precisar onde, nem muito menos quando. Nem mesmo se há um porquê. Tem que haver um porquê? É bom que haja. É bom que expliquemos tudo sempre. Se não endoidecemos.
Estranho é gostar tanto do seu All Star azul...
É diferente...no mínimo. É novo. Entregar-se a esse novo é que é bom. Faz bem à pele, à alma, dá novo sabor às coisas, dá tons mais alegres às cores, deixa o ar infinitamente mais respirável. Aquele porquê até perde o sentido, deixa de ser necessário. Acho que é por isso que endoidecemos sempre. Não há remédio, não. Os lúcidos racionais que me desculpem, mas eu prefiro que não haja explicação. Fica tudo tão mais bonito, apesar da consciência do que vem depois... Se as coisas se explicam, perdem a graça, perdem aquele sentido que mencionei acima. E isso é um bom começo do fim. Infelizmente.
Não vejo a hora de te encontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem
Ficou pra hoje
Horas de conversa solta, olhos nos olhos e uma pequena malícia em cada gesto. Malícia boa. Necessária. Instigante e perturbadora, parece que dá movimento às coisas. Mas sempre fica a impressão do inacabado, de que algo precisa ser terminado. Não é nada disso não. Acho que tem mais a ver com uma não vontade de se parar por ali. Inventam-se assuntos. Contam-se histórias. Filosofia à flor da pele. Medos. Por que não? Taras, vontades, superstições. E quantas descobertas...
Seu All Star azul combina com meu preto de cano alto
Constatações que todos fazem... Como não havíamos reparado nisso antes?
O tom que eu canto as minhas músicas pra tua voz parece exato
Era tão óbvio. É uma sincronia perfeita. Por que pareceu tão imperceptível por tanto tempo? O depois? Fica pra depois, ora. Esse não é o momento de pensar que as coisas mudam. Elas são o que são agora e não há nada mais importante que o presente. Se estamos vivos, por que não viver? Mesmo com tantas dúvidas. Mesmo correndo o risco de morrer logo em seguida, pra todo sempre...
Estranho é gostar tanto do seu All Star azul
enviada por Gil
20/01/2005 14:35
Quanto tempo sem postar nada. Quanta coisa que deixei de expor aqui. Confesso que senti falta disso, senti falta de um lugar onde pudesse escrever coisas aparentemente sem sentido. Meu último post foi há sete meses. É muito tempo.
Devo estar em dívida com esse Gil que escrevia aqui. Supostamente somos a mesma pessoa mas percebo agora que, no fundo, somos diferentes, opostos e desencontrados. Que saudade.
enviada por Gil
30/05/2004 02:45
Sobre a capacidade do ser humano de criar coisas em sua mente doentia
Faz parte da vida de todos nós sentir tristeza. Por que será? Já me peguei várias vezes naqueles momentos de profunda angústia mesclada com um amargor, uma raiva imensa do mundo que está à minha volta. E tudo sem razão, sem motivo aparente. É complicado entender porque, mesmo nos momentos felizes, em que se está gargalhando sente-se o vazio, um buraco se abre debaixo de seus pés, suga seu bom-humor, sua disposição pra rir. Dá aquela vontade imensa de mandar todas as pessoas para bem longe, de ficar só, de ser mesmo antipático, grosseiro.
Parece que todo o mundo está contra você e contra suas vontades. Ninguém respeita seus anseios e , nem se quer, pergunta se está tudo bem. Você se sente o ser mais execrado pelos outros e quer mesmo é que tudo se exploda. Ou também pode desejar que tudo se acabe, que a vida se extinga, que o mundo mergulhe na mais profunda escuridão mas te deixe ali, quietinho, em seu canto, rejeitado, desprezado, esperando um consolo que não virá.
É mais ou menos assim a tristeza que se abate sobre mim de vez em quando. Inexplicavelmente.
enviada por Gil
27/05/2004 19:14
Nota de esclarecimento
A loucura aí embaixo foi feita só para eu aprender uns comandinhos básicos para mexer melhor neste blog. Culpa da Sol.
enviada por Gil
27/05/2004 19:07
Se joga !
NEGRITO
ITÁLICO
UNDERLINE
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poesiaviva.blig.com.br
enviada por Gil
27/05/2004 15:44
Se joga!!!
Se joga!!!
enviada por Gil
06/05/2004 11:24
É pecado ser romântico?
Somos todos... Somos piegas. Estava agora mesmo a me criticar por ser bobo. As pessoas têm essa grande dificuldade em admitir que ficam bobos quando apaixonados. Eu ando perdendo essa vergonha. Acabei de me declarar para a pessoa que amo sem a menor cerimônia, sem me preocupar nenhum pouco com que ela ou com que os outros (danem-se todos eles!) vão pensar de mim. Mas ainda assim, o medo permanece. Nossa, que chato, que mala, quanto romantismo bobo... Foi tudo o que pensei enquanto escrevia. É certo que a pessoa a quem destinei isso já sabe há tempos o quanto gosto dela e, isso, de certa forma, facilita as coisas. Pois é. Mas mandei... Me superei. Quem tem coragem???
enviada por Gil
14/04/2004 11:29
Discutir, dissertar, transcrever, explicar, defender, acordar, sorrir, comprar, odiar, chorar, viajar, comer, sair, justificar, convencer, limitar, sacudir, imitar, limpar, juntar, seguir, caminhar, fazer, estar, ser... Quanta coisa tenho feito ultimamente... Venho labutando com esses verbos durante todos esses dias. Tenho estado ocupado com inúmeras coisas e, confesso, isso não alivia em nada meu vazio. Sei, sei... Minhas eternas reclamações com relação ao funcionamento da vida estão de volta. Minha eterna busca por estar explicando (Pasquale diria: "Olha o Gerundismo". Quer saber, Pasquale? Tô me lixando pra você) tudo e todos, minhas relações, meu comportamento, minhas decisões, meus sentimentos, minha vida, estão de volta. Não mudo. Não adianta. Pra quê? Fala sério... Pra quê ficar perguntando coisas que não têm resposta? Nossa vida é mesmo uma babel, uma sucessão irremediável de acontecimentos malucos que nos desequilibram, que nos derrubam ou que nos ascende. Eu sei de tudo isso. Mas não tem graça conformar-se com as coisas como elas são. É coisa de humano mesmo, querer mudar tudo, não querer mais ver as coisas como estão, virar tudo de ponta cabeça.
Agora, pensando assim, consigo entender porque todas as vezes que volto para minha casa no interior, os móveis estão dispostos de forma diferente da da última vez que os vi. Minha mãe não consegue VIVER em um ambiente em que tudo está igual sempre e sempre é a mesma coisa. Não posso criticá-la. É o jeito que ela tem de dizer que não gosta de mesmice e essa necessidade de mudança constante é satisfeita pelo simples gesto de mudar o sofá de lugar, colocá-lo em outra parede, arrumar outro canto, dar uma nova configuração ao ambiente. Analisando assim, dá para compreender também o que acontece com as pessoas que são loucas para comprar roupa nova, que adquirem pares e pares de sapatos pelo simples prazer de usar um diferente a cada dia da semana.
Fiz toda essa digressão para explicar a minha mania de contestar o "encadeamento natural das coisas". Sempre estou farto de tudo e isso já está me cansando também ( sim, o fato de estar farto de tudo sempre também é uma forma de cair na mesmice). Mas, voltando à minha sensação de vazio: fazemos tanta coisa e, no entanto, parece que estamos sempre devendo, estamos deixando de fazer algo importantíssimo. Não adianta querermos ser mil ao mesmo tempo, fazendo, aparentemente, tudo o que nos é cobrado diariamente. Mesmo sendo muitos ainda estou insatisfeito, me sinto incompleto. Até quando isso vai durar? Não sei. Quem sabe aquelas pessoas que dizem ter encontrado o sentido da vida sejam as mais indicadas para responder à essa questão.Vale!
enviada por Gil
31/03/2004 21:13
Por que será que não somos exatamente aquilo que gostaríamos? Me pergunto sempre se, realmente, somos livres para decidirmos quem seremos. Acredito que nem sempre seja possível exercer aquele tal livre-arbítrio de que tanto se fala. Acredito que as pessoas são um pouco (ou muito até) vítimas deste enredo fatídico, dessa trama cansativa chamada vida. Não somos donos do nosso nariz. E isso é fato comprovado por mim mesmo. Não quis que muita coisa acontecesse em minha vida e, mesmo assim, elas foram acontecendo de tal forma que quando vi, já não tinha controle sobre nada. Havia perdido as rédeas... Sabe aquela sensação de transformação provocada por um sei-lá-o-quê que vem de repente e muda o rumo de tudo? Pois é. Não foi por vontade exclusivamente minha que passei a ser quem sou hoje. Tranformei-me sim, mas não sou o principal culpado disso tudo. Que fique claro aqui, que, em absoluto, não estou tentando me isentar de toda culpa, de toda responsabilidade. Estou simplesmente colocando em palavras, minha constatação: eu não mando sozinho em minha vida, ou seja, minha vida não é minha, é apenas emprestada e acho que às vezes é conveniente (sei lá para quem) que eu pense estar no controle da situação. E acho que é isso que acontece com todos. Aparentemente, as pessoas são verdadeiras muralhas, fortes e decididas, firmes em suas posições, mas não passam de fantoches nas mãos do destino (é claro que destino aqui não se aplica da forma astro-numerológica-carto-keromântica, mas sim, no sentido de vida pré-programada) e logo percebem que nem tudo depende de nossa vontade. Não somos quem somos porque queremos mas porque fomos modelados para sermos assim. Depois da constatação, parece impossível lutarmos. É assim e pronto. Desesperamo-nos em vão. Não há solução... Será???
enviada por Gil
03/03/2004 11:02
Minha amiga anda escrevendo um livro. Sabe a Sol? Ela mesma. Nunca vi tanta sensibilidade em uma só pessoa (não morram, pessoas!-isso é da Camila T) É impressionante! Escreve poemas também. Profundos. Eu bem que quero ser assim quando crescer. Aliás, eu tenho dado muito espaço neste meu espaço a ela. Acho que ela vai começar a se achar muito. Melhor mudar de assunto.
Então...tô aqui matando o tempo. Passei pelo blogs amigos e não encontrei nada novo. Tá tudo igual a ontem, ninguém se preocupou em atualizar e ou comentar as novas mensagens que foram deixadas. Bem, eu não tenho muita autoridade pra falar mal dessas pessoas, pois eu mesmo não atualizava este blog fazia tempo. Mas, é que é muito chato, né? Você vai lá, sedento de coisas novas, e se depara com o mesmo de ontem. Não é justo. Eu, particularmente, preciso muito de renovação constante. Quase sempre. Atualizem seus blogs! Ou, façam melhor: Ponham em dia seus papos com os amigos, ao vivo e a cores, com tato, com olhos, com voz. Isso é muito bom e acho que anda faltando...
Tá confuso, né? Também acho. Não liguem para esse meu desabafo besta. Sou um ser sem noção. Abraços!!!
enviada por Gil
01/03/2004 11:45
Então...voltei! Só pra contrariar a teoria da Sol... Voltei ao meu blog. Ando meio sem idéias. Ando preocupado com minhas milhares de coisas pra fazer. Acho que hoje começam minhas aulas da faculdade. Tomara que não. Tomara que os bixos ocupem todo o tempo e façam com que as aulas comecem pra valer só na próxima semana. Ah, tomara mesmo. E ontem, hein? Palhaçada aquele Senhor dos Anéis não dar nenhuma chance ao "City of God"... Mas, deixa pra lá. Não gosto de ficar postando essas coisas no meu bloguinho. Era só pra expressar minha revolta. Agora, tenho que ir almoçar com meu amor e com minha amiga! Té mais...
enviada por Gil
21/01/2004 12:50
Ilhabela. Foi aqui que ficamos...
enviada por Gil
21/01/2004 12:29
É... Aqui estou eu, de novo. De volta das férias, com fôlego novo, com idéias não tão novas e uma imensa satisfação por ter novamente a oportunidade de recomeçar. Férias fazem um bem tremendo! Além de ter passado um mês com minha família (apesar dos problemas que toda família tem), fiquei quase uma semana com amigos em Ilhabela e, posso dizer que foi tudo maravilhoso. Curtimos muito tudo o que fizemos juntos, todas as nossas brincadeiras, todas as "travessuras" e momentos de interação. Foi tudo muito bom. Tenho certeza que todos também curtiram muito. Precisamos repetir a dose. O que vcs acham???
enviada por Gil
16/12/2003 18:02
Nossa! Já estou de férias e, de volta ao lar, doce lar... Talvez não dê pra escrever muito neste espaço durante este tempo. Vou tentar...
enviada por Gil
09/12/2003 09:30
Resolvi curtir mais a vida... Chega de reclamar das coisas que não dão certo, chega de perder tempo com coisas que não acrescentarão nada à minha vida. Espero que este meu "momento" dure bastante...
enviada por Gil
03/12/2003 10:20
Estou sentindo falta de um porto seguro, de um lugar que me acolha. Eu não queria, mas terei de me fechar comigo mesmo por uns tempos...
enviada por Gil
01/12/2003 11:15
Como não machucar as pessoas??? Qual a melhor maneira de não feri-las com o que dizemos? Como proceder quando elas mesmas não querem enxergar a realidade? Perguntas sem respostas...
enviada por Gil
28/11/2003 11:11
Tenho andado pensativo(um amigo, sempre me diz que eu penso demais). Isso, às vezes, é ruim pois se refletirmos sobre tudo o está a nossa volta, nos depararemos com tantas coisas sem resposta... Sinceramente, a melhor maneira de proceder é não tentar buscar explicação para tudo. Nem tudo tem a obrigação de ter um fundamento(estou dizendo isso tudo pra mim mesmo!). Somos pessoas e, pessoas têm medo de desconhecer o chão em que estão pisando, têm medo da escuridão do não-saber. Isso é natural. Na verdade, isso é condição essencial para sermos humanamente humanos. Somos seres cheios de medo... Mas, voltando ao início, o que eu queria dizer é que não estou mais a fim de perder oportunidades por não ter arriscado, justamente por pensar demais antes de fazer as coisas. Pra ficar bem brega, vou parafrasear o grande sábio, conhecido por Povão: "Melhor se arrepender das coisas que a gente faz, do que daquilo que a gente não faz". Pois bem. Entenderam???
enviada por Gil
23/11/2003 16:29
Parte III - final
A adaptação a essa nova realidade tem sido um desafio e tanto. Não sei por quanto tempo suportarei isso. Todos aqueles seres que encontrei por aqui parecem, às vezes, mais amigáveis. Mesmo assim preferem manter-se distantes, sorriem pouco e quando falam comigo é para me lembrar que meu lugar é longe deles. Isso os isenta de qualquer responsabilidade para comigo. Não querem que eu os importune. Mas, percebi que não é só comigo que agem dessa forma. Agem assim com todos, agem assim entre si. As relações que mantêm uns com os outros são demasiadamente frias e oportunistas. Não se importam de serem estranhos aos seus semelhantes. Fazem pouco caso dos outros e procuram, de todas as formas, meios de manterem-se cada qual na sua. O grande problema é que não admitem isso nem para si mesmos. Preferem mesmo a distância. Talvez por medo de se envolverem demais e assim, depararem-se com a simplicidade complexa da vida. Amar é tão simples... Mas eles não querem o amor. Não querem amar. Não querem perder tempo com banalidade...
Estes seres aos quais me referi são vocês, sou eu, somos nós.
Aqui, do meu lugar, tentarei cumprir este papel que me impuseram. Não deixarei a máscara cair nem um minuto.
enviada por Gil
19/11/2003 10:30
O silêncio que se seguiu foi intenso, ensurdecedor... Parei pra refletir e não cheguei a nenhuma conclusão. Perguntava a mim mesmo o porquê de tudo aquilo. Onde estariam escondidos aqueles que comigo caminhavam? Resolvi não lutar mais. Era inútil...
Agora, os mesmos seres que antes estranhava pareciam mais nítidos. Era como se de repente tivesse enxergado neles pedaços de alguém que conheço há tempos e que me pareceram familiares demais. Tentei uma aproximação mas, os seres cada vez mais arredios, não se importavam comigo. Desprezavam-me por ser diferente, talvez por me acharem fraco demais, pensei. Decidi então mudar, transformar-me em um deles na tentativa de ser incluído de alguma forma. Não queria mais me sentir sozinho naquele lugar. Apesar de ainda estranhar aquele ambiente de sombras e caras fechadas...
enviada por Gil
16/11/2003 19:11
Acordei hoje em mundo estranho. Procurei por alguém conhecido e não encontrei. Não havia nada que me lembrasse aquele outro mundo. Nada. Não era o mesmo lugar, não eram as mesmas pessoas. Senti-me perdido entre seres que, tampouco sabiam quem eu era. Acho que nem me viam, pois passavam apressadamente, acotovelavam-se para conseguir chegar a um lugar que aparentemente, nem eles sabiam onde...Tentei gritar mas a voz não obedecia aos meus comandos. Saí em disparada, buscando o infinito, buscando quem sabe, o meu lugar. Mas aqueles seres não mo permitiam, continuavam a passar por cima de mim, ignorando minhas vontades, mandando eu me ferrar com meu livre arbítrio. Onde estarei??? Onde estão todos??? Silenciei o meu coração, esperei. E nada...
enviada por Gil
12/11/2003 11:30
Uma simples conversa com um amigo me fez enxergar o quanto não sei dar valor a mim mesmo. Fico me culpando pelos meus problemas e até pelos problemas dos outros numa tentativa de, sei lá, tentar compensar algo que não sei o que é. Não tentem entender isso, porque sei que é bem difícil e nem eu mesmo sei o que acontece. Só sei que aprendi muita coisa nestes últimos dias e uma das primeiras providências a tomar será a de me valorizar mais, me respeitar mais, ser mais compreensivo comigo mesmo, dar mais tempo pra mim. Desculpem se isso parece egoísmo demais, mas acho que saberei lidar melhor com as pessoas que amo quando aprender a lidar comigo mesmo. Acho que todo mundo, mesmo que involuntariamente, busca a felicidade. Tenho certeza que se todos aprenderem a ser felizes, farão as pessoas mais felizes. Vamos lá, me ajudem nessa empreitada! É isso... Ah, quanto ao amigo que me abriu os olhos, muito obrigado.
enviada por Gil
05/11/2003 11:34
Reconfortante, isso, né?
enviada por Gil
05/11/2003 11:06
Queria primeiramente agradecer a todas as pessoas que leram o meu desabafo. Agradecer também pelos conselhos e pela compreensão. Obrigado a todos vocês. Obrigado Fê pela força, obrigado Mel por ter me escolhido e pode deixar,Tom, não vou levar a vida tão a sério. Amo vocês e gostaria de estar junto de vcs sempre.
Tenho certeza que o sentimento verdadeiro é assim mesmo, cheio de percalços e momentos de grande dificuldade. É isso o que torna a vida mais interessante...
enviada por Gil
02/11/2003 19:26
Ando preocupado comigo. Acho que estou fazendo mal às pessoas. Por que é tão difícil lidar com nossos ímpetos, nossos sentimentos e vontades? Estou ferindo as pessoas que gosto.
Juro que minha intenção nunca foi essa. Desde que cheguei aqui para estudar e trabalhar, tento me dar bem com as pessoas a todo custo. Passei a abrir mão de muita coisa por isso. Me achava estranho, distante do mundo e quis me aproximar mais, deixar que me conhecessem melhor. Passei por cima do orgulho diversas vezes, aprendi a pedir desculpas(coisa que eu não fazia com freqüência), procurei fazer novos amigos, a todo custo fui quebrando o gelo da dificuldade de me relacionar. Pois bem, acho que andei errando.
Não vou ficar aqui tentando achar uma resposta pra tudo isso. Só queria deixar claro que não era minha intenção magoar as pessoas.
Sei que sou uma pessoa extremamente difícil de lidar. Tenho defeitos pra caramba e agradeço às pessoas que me ajudaram a enxergar isso. Vou me esforçar mais pra ser mais suportável.
Aos que se sentiram magoados com a minha falta de sensibilidade (diriam até, crueldade), peço que me perdoem. Se isso não for possível, peço que desistam de mim. Sou gauche mesmo, acho que não tenho mais jeito...
enviada por Gil
30/10/2003 18:32
Estou sem tempo pra cuidar de mim. Que dirá de um simples blog. Mas, aguardem que eu voltarei, hahahahahaha...
enviada por Gil
12/10/2003 18:02
O Homem que Se Endereçou
Apanhou o envelope e na sua letra cuidadosa subscritou a si mesmo:
Narciso, rua Treze, nº 21.
Passou cola nas bordas do papel, mergulhou no envelope e fechou-se. Horas mais tarde a empregada colocou-o no correio. Um dia depois sentiu-se na mala do carteiro. Diante de uma casa, percebeu que o funcionário tinha parado indeciso, consultara o envelope e prosseguira. Voltou ao DCT, foi colocado numa prateleira.Dias depois, um novo carteiro procurou seu endereço. Não achou, devia ter saído algo errado. A carta voltou à prateleira, no meio de muitas outras, amareladas, empoeiradas. Sentiu, então, com terror, que a carta se extraviara. E Narciso nunca mais encontrou a si mesmo.
Ignácio de Loyola Brandão
(Na mitologia, Narciso é nome do belo personagem que morre por não conseguir afastar os olhos da própria imagem refletida na água.)
enviada por Gil
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